Projecto Ideias Ambientais de Silvia Chambel

Um blog que pretende animar toda a gente e promover a Sensibilização Ambiental


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O encantado Palácio do Rei do Lixo

O palácio que a todos encanta, quando por ali passam na estrada nacional 10 (Coina): o famoso palácio do rei do lixo, ou   a Torre de Coina, havendo quem também lhe chame o Palácio da Bruxa. Para mim despertava encanto, mistério e sem dúvida uma bela história que quis conhecer. Não descansei enquanto não o visitei, percorrendo um caminho verde, cheios de cheiros, cores e sons e de repente salta aos meus olhos, este belo sítio, uma torre alta cheia de histórias …

Esta quinta remota o século XVIII, de D. Joaquim de Pina Manique, irmão do intendente de D. Maria I, Diogo Inácio Pina Manique. Mais tarde foi adquirida, no século XIX, por Manuel Martins Gomes Júnior, comerciante de Santo António da Charneca, que em 1910 mandou construir o palácio, diz-se, para que “conseguisse avistar a propriedade que possuía em Alcácer do Sal”. Manuel Martins Gomes Júnior era conhecido como o “Rei do Lixo”, pois era ele que recolhia os detritos da cidade de Lisboa, que depois comercializava, tendo feito uma fortuna a comprar e vender lixo.

Manuel Gomes Júnior transformou a ermida da propriedade em armazém e estábulo e baptizou a herdade de “Quinta do Inferno”. Posteriormente, e através de António Zanolete Ramada Curto, genro do “Rei do Lixo”, a propriedade tornou-se numa importante casa agrícola.

Mais tarde, em 1957, foi vendida aos grandes proprietários e industriais de curtumes Joaquim Baptista Mota e António Baptista, que constituíram a Sociedade Agrícola da Quinta de S. Vicente e transformaram a propriedade numa importante exploração pomícola.

Na realidade, Manuel Martins Gomes Júnior e a sua família nunca chegaram a habitar na Quinta da Torre (por as suas obras terem sido interrompidas cerca de 1913-1914, deixando o imóvel incompleto), mas o facto de tê-la adquirido e lhe imposto o aspecto realengo imponente como espécie de memória póstuma do primitivo pouso cujo donatário estava ligado à Casa Real, sendo também ele “rei” (do lixo) por certo quis ter um palácio condigno com tal título, ou melhor, alcunha, que os mais desaforados de Coina também apodavam de “porco sujo”. No entanto, não se dava o valor ao facto deste contribuir para a higiene pública da capital, ao mesmo tempo que a sua perspicácia empresarial via nisso uma forma gratuita de aumentar a sua riqueza.

Mais tarde passou a ser chamada Quinta do Inferno, com a sua Torre do Diabo que mandou fazer em 1910, dizendo-se que transformou a capela da quinta em armazém e estábulo,  sendo certo que em 1906 abriu uma escola dotada na mesma que ofereceu à educação gratuita dos seus empregados e filhos, e às suas fragatas transformadas em arrastos do lixo deu-lhes os nomes de Mafarrico, Mefistófeles, Demo, Diabo, Satanás, Belzebu, Horrífico, Caronte, Plutão, Averno e outros mais mimosamente escolhidos para chocar a conservadora e católica flora.

Por certo tratou-se de uma provocação desaforada ao regime eclesiástico secular que a recente Revolução de 5 de Outubro depusera, mas com isso ficou até hoje com fama de ateu anti-deísta impenitente dotado de um feitio irregular e pouco afectivo.

[Autoria: Engª Sílvia Chambel]


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A terra também tem o seu dia!

22 de Abril – o dia do Planeta Terra

Com 510,3 milhões de km2 de área total, a Terra é constituída maioritariamente por água-  97% , sendo a água salgada 30 vezes superior à água doce, estando esta ultima sobretudo no subsolo.  A atmosfera terrestre chega aos 1000 km de altura, sendo composta por nitrogénio, oxigénio, argónio e outros gases. O relevo da Terra é influenciado pela ação de vários agentes:  abalos sísmicos, ventos, chuvas, marés, ação do homem… que são responsáveis pela sua formação, desgaste e modelagem. O ponto mais alto da Terra é o Monte Evereste, no Nepal.  A população humana atual da Terra é de aproximadamente 7,7 bilhões de pessoas.

Esta data já se comemora à 50 anos em 190 países. Este dia tem como fim alertar a população em geral, para os cuidados que todos nós devemos ter com o nosso planeta, afinal é nele que todos nós moramos e é dele de que dependemos.

Muitos de nós nos esquecemos que não temos outro planeta para viver e cometemos erros graves sem pensar nas consequências dos mesmos.

Vivemos momentos de preocupação com um vírus, sentimo-nos aprisionados, temos dificuldade em respirar com a máscara, temos saudades de estar em contacto com a natureza, mas infelizmente, esquecemos que continuamos a destruir o nosso planeta a uma velocidade impressionante. É com uma enorme tristeza que vejo máscaras espalhadas pelo chão, em plena naturea, no areal das praias, nos percursos pedrestes, no meio de flores….como se a natureza fosse um caixote do lixo a céu …nem por vermos imagens de outros locais do mundo onde praias e mares ficam cheios de plástico, pensamos que qualquer dia estamos igual, ou pior…para não falar dos imensos animais que morrem por comerem plástico ou asfixiados…

O norte-americano Gaylord Nelson, criou este dia em 1970, através de uma manifestação contra a poluição, onde mais de 20 milhões de pessoas estiveram presentes, sendo que esta data continua a ser assinalada, pois é crucial pouparmos recursos e mudámos de atitudes, em todo o mundo. Actualmente já são 190 países a celebrar e a ter esta iniciativa.

Uma das principais consequências ambientais presentes é as alterações climáticas e extinção de espécies animais, mas a ignorância humana age como se isso não nos afectasse, esquecendo que cada espécie tem o seu papel fundamental no equilíbrio ambiental, do ecossistema. Ou seja, quando uma desaparece, muitas outras espécies, animais e vegetais, sofrem com isso.

Mais de 28 mil espécies estão ameaçadas de extinção: 40% são anfíbios, 33% são corais de recifes, 25% de mamíferos e 14% de aves. Segundo dados de 2019 da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Portugal está em 4.º lugar entre os países europeus com mais espécies em risco de extinção.

[Autoria: Engª Sílvia Chambel]


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Workshop de magia infantil

3 de Abril às 17h pelo zoom

Participa num workshop de magia onde vais assistir a alguns truques e aprenderás a fazer outros, para teres uma Páscoa mágica!!!

5€ por familia, duração 40 minutos ( máximo)

Envia email para iambientais@outlook.com

É já dia 3 de Abril às 17h pelo zoom

Estes foram alguns dos comentários deixados no nosso facebook do workshop:


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O Cais Palafítico da Carrasqueira!

A nossa equipa foi visitar a Costa Alentejana em busca de algo que merecesse um verdadeiro
destaque! Foi então, que nesta grande viagem, encontrou uma pequena aldeia localizada no
Concelho de Alcácer do Sal: Carrasqueira. Esta área pertence à Reserva Natural do Estuário do
Sado e tem como um dos seus pontos de interesse, o Cais Palafítico !


Este cais, conta uma história, que poucas pessoas conhecem e que teve início à 30 anos atrás.
Nesta altura, os habitantes da aldeia dividiam a sua “labuta” diária, entre a faina e o “amanho
da terra”, usando os termos desta aldeia!

Inicialmente, pescavam amêijoas de cabeça, que eram vendidas a pessoas que se deslocavam
à aldeia. Nesta altura, não existiam balanças, pelo que se utilizavam latas de meia arroba
como unidade de medida. Uma arroba, equivale originalmente à quarta parte do quintal, isto
é, 11.5023 Kg.


Mais tarde, com a crescente procura de ostras, que trouxe grande desenvolvimento à região,
houve a necessidade de arranjar condições para acolher o crescente número de pescadores e
respectivas embarcações.

Para que a pesca fosse possível, foi criado um acesso à água que não dependia da maré.
Assim, os pescadores juntaram-se dois a dois e construíram a sua zona de descarga, com o
recurso a estacas e tábuas.


Este foi um processo evolutivo que deu origem ao cais que hoje podemos visitar, e que se
estende por centenas de metros. E assim nasceu o Cais Palafítico da Carrasqueira, que é hoje
um dos locais mais visitados do concelho de Alcácer do Sal.

Autora: Engª Silvia Chambel


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Árvores ou anjos verdes?

As árvores fazem parte da nossa vida desde sempre, são elas que nos abrigam do sol em dias quentes, nos servem para brincar quando somos miúdos, mas acima de tudo, são elas que nos dão frutos, madeira, sementes, chás e ar puro, sem o qual não estaríamos cá para contar a história.

Dada a sua importância quando inserida num espaço florestal, elas passaram a ter uma data para a sua comemoração, o dia da árvore, que se comemora a 21 de março de todos os anos.

Mas para os mais curiosos ficam já a saber que esta data foi comemorada pela 1ª vez em 21 de Março de 1972, aquando o início da Primavera no Hemisfério Norte, dia em que foi comemorado o primeiro Dia Mundial da Floresta em vários países, entre os quais Portugal. Em 1782, no estado norte-americano do Nebraska foi feita a 1º comemoração oficial do Dia da Árvore, onde John Stirling Morton conseguiu impelir toda a população a consagrar um dia do ano à plantação ordenada de diversas árvores, para meter fim ao problema de escassez de material lenhoso. Rapidamente a Festa da Árvore passou a fazer parte do calendário de todos os países do mundo, e, em Portugal, comemorou-se pela primeira vez a 9 de Março de 1913.

Cada vez mais é importante consciencializar todos da importância da floresta e o dever de todos na sua preservação. Além dos exemplos já referidos, estas servem de abrigo a muitas espécies, previnem deslizamentos de terras, mantêm os recursos hídricos e armazenam carbono.

Portugal tem árvores que lhe são muito características: nativas, pois tiveram origem em Portugal. Temos 20 árvores nativas, muitas de diferentes famílias, mas todos de extrema importância ao nosso planeta e com funções muito próprias:

  • Amenização do clima;
  • Manutenção da qualidade do ar;
  • Armazenamento do carbono atmosférico
  • Conservação da água, do solo, da biodiversidade;
  • Preservação e melhoria da paisagem e dos valores históricos e culturais;
  • Proteção dos incêndios florestais;
  • Promoção de atividade de recreio, educativas e de turismo;
  • Produção de bens não lenhosos (frutos silvestres, plantas medicinais e aromáticas, cogumelos, mel, pastoreio) e de bens lenhosos (madeira, cortiça).

Sabem qual é a árvore mais velha do nosso País?

Ora bem, tem 3350 anos, a “Oliveira do Mouchão”, com mais de três metros de altura, cujo tronco é tão grande que para o abraçar são precisas cinco pessoas, e sim, ela continua a dar azeitonas. Para quem está próxima dela, inseriu-a na sua cultura e tradição, pois os pescadores costumavam reunir-se junto da oliveira, que era uma espécie de linha de partida numa corrida até aos pesqueiros. O pescador que chegasse primeiro ao Tejo, tinha a oportunidade de escolher a Pesqueira do Mochão, a melhor zona para pescar.

Convite para viajar e conhecer as nossas árvores

No nosso blog de fotografia, do nosso fotógrafo Pedro Colaço, encontram fotos magnificas de árvores, algumas com aspectos curiosos e todas elas com uma bela história para contar. Como hoje é o dia delas, sugerimos que viagem pelo blog e conhecem algumas das maravilhas que temos no nosso país, captadas pela máquina deste brilhante fotografo, que consegue captar com a sua objectiva as mais lindas imagens, e basta um simples “click”.

https://pedrocolacofotografia.wordpress.com/

                                   [Autoria: Engª Sílvia Chambel]


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Atelier do dia do pai

Hoje pelas 17h fizemos o atelier do dia do pai, através do zoom, onde as crianças com o apoio do Pedro e da Janota, fizeram um óscar que poderão oferecer ao pai,avô, amigo ou até a eles mesmos!

Para animar, a Janota e as suas asneiras, como não poderia deixar de ser!!!

Todos adoraram! E já pediram outro na Páscoa!!! Parabéns a todos os participantes!!!

Opinião de alguns participantes:


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O hidrogénio como fonte alternativa de energia…

A pedido de algumas pessoas decidi escrever um pouco sobre este tema. Espero que gostem.

A descarbonização do planeta é um dos objetivos estipulados por países de todo o mundo até 2050. O hidrogênio verde, pouparia os 830 milhões de toneladas anuais de CO2 que se originam quando este gás é produzido por combustíveis fósseis. Da mesma forma, substituir todo o H2 cinza mundial significaria 3.000 TWh renováveis adicionais por ano.

O hidrogénio é uma fonte de energia limpa que só emite vapor de água e não deixa resíduos no ar, ao contrário do carvão e do petróleo.

O hidrogénio é o elemento mais leve, com maior valor energético, não é tóxico, não acarreta emissões nocivas para o ambiente, será ele a solução?  Sabias que já é muito usado como combustível na NASA?

Em meados da primeira metade do século XIX, a Europa tinha um sistema energético que assentava no recurso a animais para transporte de madeira, usada para fins de aquecimento e preparação de alimentos. Sempre fomos dependentes dos combustíveis fósseis, sendo ainda uma das principais fontes de energia actuais mais usadas pelo homem.

O salto energético que nos fez passar da madeira até ao carvão, passando depois ao petróleo, chegando ao gás natural e mais recentemente à energia hidroelétrica e nuclear, foram uns 150 anos! 

As necessidades actuais, os problemas ambientais cada vez mais graves, resultantes dos impactes negativos do uso abusivo dos combustíveis fosseis, fazem-nos pensar na grande aposta que é o recurso às energias renováveis, que começam a ser usadas de uma forma mais evidente e positiva, embora ainda com algumas limitações.

Mas a evolução energética não fica por aqui, pois a entrada do hidrogénio nesta batalha, veio a trazer inúmeras vantagens ambientais, no conceito de sustentabilidade de que tanto de fala e que poderá ser muito positiva nos sectores: energético elétrico, industrial, comercial, residencial e transportes.

A produção do hidrogénio dá-se através de tecnologias limpas: eletrólise, energias renováveis ou da energia nuclear, ou através do reforming dos combustíveis fósseis, com a captura do dióxido de carbono. Segue-se depois o seu armazenamento, sendo transportado camiões ou gasodutos e utilizado em pilhas de combustível, turbinas ou motores para produzir electricidade ou para utilização directa no sector dos transportes.

O hidrogénio não existe na Natureza no seu estado molecular, mas podemos encontra-lo na composição de outros elementos, por exemplo gás natural, a água, entre outros. A ideia será sempre separar este dos outros constituintes.

Na Europa, 95% do hidrogénio é extraído do gás natural (cerca de 8 milhões de toneladas anuais), através do reforming do vapor de metano – processo térmico. Outra forma de obter o hidrogénio é electroquimicamente a partir da água, neste caso mais puro – eletrólise da água, separando o hidrogénio e o oxigénio.

Todos os métodos de produção de hidrogénio estão baseados na sua separação a partir dos materiais que o contêm.

Existem vários processos de estudo e de viabilidade desta alternativa, no entanto muitos são dispendiosos, como é o caso das pilhas de combustível, comparativamente aos motores de combustão interna.

Futuramente são necessários mais avanços de forma a melhorar a durabilidade e baixar os custos de Produção.

Umas das alternativas mais viáveis, é o seu uso em motores de combustão interna, com a introdução de pequenas modificações. Esta hipótese é mais limpa e eficiente comparando com a gasolina. No entanto, para estes avanços os governos deverão ter um papel importante no motor de arranque e apoio à investigação e desenvolvimento, incluindo elaboração de códigos e normas de segurança para a utilização do hidrogénio.

Os investigadores das universidades Penn State e Virginia, nos Estados Unidos, descobriram como produzir hidrogénio mergulhando aglomerados de átomos de alumínio em água. Os aglomerados quebram as moléculas de água, produzindo hidrogénio e oxigénio.

A quebra da molécula de água também pode ser feita por meio de electrólise, mas o processo consome mais energia do que produz.

A molécula de água liga-se entre dois pontos do aglomerado de alumínio, com um dos pontos funcionando como um ácido de Lewis – um centro positivamente carregado que aceita um eletrão – e o outro ponto funcionando como uma base de Lewis – um centro negativamente carregado pronto para ceder um eletrão.

O alumínio ácido de Lewis liga-se ao oxigénio da molécula de água e o alumínio base de Lewis dissocia o átomo de hidrogénio. Se o processo ocorrer uma segunda vez, envolvendo dois outros átomos de alumínio, restarão dois átomos de hidrogénio, que se ligarão para formar uma molécula de hidrogénio na forma de gás (H2).

Agora os pesquisadores querem descobrir como reciclar os aglomerados de alumínio para que eles possam ser reutilizados continuamente, abrindo a possibilidade de uso prático da nova tecnologia.

A reciclagem consistirá em uma forma para retirar o grupo hidroxila (OH-) que fica ligado aos aglomerados de alumínio depois que a molécula de hidrogénio é liberada.

[Autoria: Engª Sílvia Chambel]


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Faz um Óscar para ofereceres ao teu pai

O dia do pai está a chegar e é já no próximo dia 19 de março. A pensar nesse dia, criámos este evento, para que possas fazer um óscar e oferecer ao teu pai neste dia tão especial. Também podes optar por dares a outra pessoa: avô, amigo, etc

No dia 14 de Março, participa neste evento que se vai realizar pelas 17h pelo zoom, por um custo simbólico de 5€ por família,

Para participares basta enviares um email para iambientais@outlook.com e efetuares o pagamento de 5€, enviando o comprovativo de pagamento. Inscreve-te até dia 13 de março às 13H.

Para esta actividade precisas apenas de: folhas de jornal/revista ou publicidade, fita-cola e papel de aluminio (cozinha).

Vem divertir-te connosco e faz o teu pai feliz!


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Fantoches “Quando o amor bate à porta”

O dia de São Valentim está a chegar e uma surpresa estamos a preparar!

Assistam em família à peça de fantoches “Quando o amor bate à porta”, através de zoom, no dia 14/2/2021 às 17H, por um custo por família de 5€.

AS inscrições são até dia 12/2 e basta enviar um email para iambientais@outlook.com.

Tenham um dia de namorados em família, divertido e inesquecível! Não percam esta oportunidade!


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Dia Mundial das Zonas Húmidas – 2 de Fevereiro

Foto tirada por Pedro Colaço
http://pedrocolacofotografia.wordpress.com/

Zonas húmidas são áreas inundadas, alagadas com água, podendo estas ser permanentes ou sazonais. Estas dividem-se em dois tipos: naturais e artificiais. Nas zonas húmidas naturais temos como exemplo: charcos, lagos, rios, sapais, recifes de coral, etc. Nas zonas húmidas artificiais temos como exemplo: arrozais, salinas, barragens, etc. As zonas húmidas recebem e fornecem água, estabelecendo um ciclo com a chuva, com reservatórios naturais subterrâneos, e de outras zonas húmidas como rios e ribeiras. Mas também perdem água para estes.

No nosso País e no Mundo existem inúmeras zonas húmidas, todas elas de extrema importância, dada a função que desempenham em termos ambientais., como é o exemplo de Mangais na Guiné-Bissau, recifes de coral na Austrália, Estuário do Tejo, Ria Formosa, entre tantas outras. Além da sua beleza, nelas podemos encontrar animais diversos: aves, peixes, hipopótamos, castores, entre outros mais.

As funções das zonas húmidas são diversificadas, desde:

  • Controlar inundações e a erosão, porque retêm e absorvem a água de grandes chuvadas e a vegetação reduz a velocidade da corrente.
  • Purificam a água, ao reterem substâncias poluentes, que acabam por se transformar, tornando-se inofensivas
  • Alimentam reservatórios naturais subterrâneos de água doce, que o homem utiliza para diversos fins.
  • Abrigam e alimentam aves migradoras e outras espécies, em particular durante a reprodução, sendo fundamentais para a sua conservação.
  • Protegem a costa contra tempestades, porque a vegetação reduz a acção do vento, das ondas e das correntes.
  • Contrariam o efeito de Estufa, uma vez que a vegetação retém o dióxido de carbono que, em excesso no ar, impede as radiações solares de se libertarem para o espaço.

Dada a sua importância devemos preservá-las em vez de as pensarmos destruir, como sucedeu em tempos. Devido a esta necessidade surgiu a Convenção de Ramsar, um tratado entre países de todo o mundo, adoptado em 1971, na cidade iraniana que lhe deu o nome,com o objectivo de proteger as zonas húmidas que vinham
sendo ameaçadas devido a certas actividades humanas.

Atualmente já assinaram esta convenção/tratado cerca de 54 países, entre os quais Portugal, que contribui com 17 sítios Ramsar para os cerca de 1634 existentes pelos cinco continentes.